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Transplante de Córnea

Restauração da transparência e regularidade da córnea

Transplante de Córnea - Imagem 1
Transplante de Córnea - Imagem 2
Transplante de Córnea - Imagem 3

O que é transplante de córnea?

O transplante de córnea, também chamado de ceratoplastia, é um procedimento cirúrgico realizado para substituir uma parte da córnea comprometida por um tecido saudável proveniente de um doador.

A córnea é a camada transparente localizada na parte frontal do olho. Ela funciona como uma lente natural, permitindo a passagem da luz e ajudando na formação de uma imagem nítida na retina. Quando essa estrutura perde sua transparência, sofre deformações, cicatrizes ou alterações importantes, a visão pode ficar embaçada, distorcida ou gravemente prejudicada.

O objetivo do transplante é restaurar a transparência e a regularidade da córnea, melhorando a qualidade visual e, em alguns casos, preservando a integridade do olho.

O transplante de córnea pode ser indicado quando outras formas de tratamento não são suficientes para recuperar ou preservar a visão do paciente. Entre as principais condições que podem levar à necessidade do procedimento estão ceratocone avançado, cicatrizes corneanas causadas por infecções, traumas ou queimaduras, opacidades na córnea, edema corneano, distrofias corneanas, falência de transplante anterior, perfurações ou afinamentos graves da córnea e alterações corneanas que não melhoram com óculos, lentes de contato ou outros tratamentos.

A indicação deve sempre ser feita pelo oftalmologista especialista, após avaliação detalhada da córnea, da retina e das condições gerais do olho.

Sinais de alerta

  • Visão embaçada ou distorcida
  • Redução progressiva da visão
  • Sensibilidade excessiva à luz
  • Dor ocular ou desconforto persistente
  • Sensação de corpo estranho nos olhos
  • Olho vermelho frequente
  • Lacrimejamento excessivo
  • Manchas ou opacidades visíveis na córnea
  • Dificuldade para enxergar mesmo com óculos ou lentes de contato
  • Histórico de ceratocone, trauma ocular, infecção ou cirurgia prévia

Possíveis exames para diagnóstico

  • Exame de acuidade visual: Avalia a capacidade do paciente de enxergar com nitidez e mede o grau de comprometimento da visão.
  • Biomicroscopia: Permite examinar a córnea, a superfície ocular e as estruturas anteriores do olho com grande detalhamento.
  • Topografia corneana: Mapeia a curvatura da córnea e ajuda a identificar irregularidades, como ceratocone e astigmatismo irregular.
  • Tomografia de córnea: Avalia a estrutura da córnea em diferentes camadas, auxiliando na análise da espessura, curvatura e deformações.
  • Paquimetria: Mede a espessura da córnea, sendo importante no diagnóstico de afinamentos e no planejamento cirúrgico.
  • Microscopia especular: Avalia as células do endotélio corneano, camada importante para manter a córnea transparente.
  • Mapeamento de retina ou fundo de olho: Pode ser solicitado para avaliar se outras estruturas do olho também estão saudáveis e se há condições adequadas para o ganho visual após o transplante.

Possíveis tratamentos

  • Transplante penetrante: Substitui toda a espessura da córnea. Pode ser indicado quando todas as camadas estão comprometidas.
  • Transplante lamelar anterior: Substitui apenas as camadas anteriores da córnea, preservando as camadas internas quando elas estão saudáveis.
  • Transplante endotelial: Substitui as camadas mais internas da córnea, especialmente o endotélio, quando essa região está comprometida.
  • Procedimento cirúrgico: Durante a cirurgia, o tecido corneano alterado é removido e substituído por uma córnea doadora saudável, previamente avaliada e preparada. A cirurgia pode envolver pontos delicados ou técnicas específicas de fixação, dependendo do tipo de transplante realizado.
  • Acompanhamento pós-operatório: A escolha da técnica e o acompanhamento dependem do diagnóstico, da extensão da alteração corneana e da avaliação individual de cada paciente.

Orientações para pacientes

Antes do procedimento

  • Realize todos os exames solicitados.
  • Informe ao médico sobre doenças pré-existentes e medicamentos em uso.
  • Comunique histórico de alergias, infecções ou cirurgias anteriores.
  • Siga as orientações sobre colírios e medicamentos.
  • Evite automedicação.
  • Compareça às consultas de preparo.
  • Siga as recomendações sobre jejum, quando indicado.
  • Organize um acompanhante para o dia da cirurgia.

Após o procedimento

  • Use os colírios exatamente como prescritos.
  • Não esfregue ou pressione o olho operado.
  • Evite esforço físico sem liberação médica.
  • Proteja o olho conforme orientação.
  • Evite exposição a ambientes contaminados ou com poeira.
  • Não interrompa o tratamento por conta própria.
  • Compareça a todas as consultas de acompanhamento.
  • Informe imediatamente qualquer dor intensa, piora súbita da visão, vermelhidão importante ou sensibilidade excessiva à luz.

Orientações gerais

  • O transplante de córnea exige acompanhamento cuidadoso antes e depois da cirurgia. A adesão às orientações médicas é fundamental para favorecer a recuperação, reduzir riscos e preservar o resultado do procedimento.
  • Cada paciente recebe um plano individualizado, de acordo com seu diagnóstico, tipo de transplante, idade, histórico ocular e resposta ao tratamento.
  • Mesmo após a recuperação, o paciente deve manter consultas regulares com o oftalmologista. O resultado visual pode depender de outros fatores além da córnea, como a saúde da retina, do nervo óptico e de outras estruturas do olho.
  • O sucesso do tratamento está relacionado à indicação correta, à técnica cirúrgica adequada, ao acompanhamento especializado e ao comprometimento do paciente com os cuidados pós-operatórios.

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